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publicado por O-live, em 21.02.09 às 14:44link do post | favorito

Para melhorarmos o mundo temos primeiro de condenar a indiferença


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publicado por O-live, em 19.02.09 às 19:14link do post | favorito

No passado fim de semana tive uma reuinião no Seixal, o encontro nacional das associações de estudantes do ensino secundário e básico. Esta organização é a representação da linha da frente da resistência estudantil contra as más politicas educativas ao longo dos anos que atacam os interesses e direitos dos estudantes, assim como atacam cada vez mais a escola publica conquistada pela grande e eterna revolução de ABRIL! A delegação nacional das associações de estudantes do ensino secundário e básico demonstra a luta organizada levada a cabo pelos estudantes portugueses, provando que quanto mais os estudantes são atacados, a sua organização de revolta e luta cresce exponencialmente.

Todavia, não foi o ENAEESB que me levou a escrever este post.

 

Peço desculpa pelo que leiam asseguir, porque não tenho uma escrita tão desenvolvida para reproduzir tal momento, a penso que não a há. Além do mais, a minha péssima escrita não honra em nada a beleza do momento.

 

O ENAEESB realizou-se no Seixal, numa região próxima da grande festa do avante. O pessoal de Sintra e Lisboa chegou mais cedo e tivemos de esperar... fomos ao café.

A margem sul.

O ambiente que as gentes alentejanas transmitem, o ambiente que as pequenas cidades da margem sul, como o Seixal, transmitem, o sentimento que a margem sul suscita é algo mágico e único.

A margem sul.

Fomos ao café. Poucas são as empregadas de café que não são simpáticas, mas a empregada do café era extremamente cordial, alegre e simpática.

A margem sul.

Depois de sairmos do café, presenciamos algo de uma beleza infinita, que só pode ser percebida por quem a sente ou por quem a vive:

À porta do café jogavam à bola, uma bola pequena, mas que não deixava de ser esférica pela sua pequenês. À porta do café jogavam à bola, dois rapazes com menos de 10 anos, uma da chamada "raça branca", outra criança da chamada "raça negra" (conceitos inventados pelo horrivel racismo e adquiridos na nossa sociedade). Com as crianças jogava também á bola um velho, dos seus 70 anos.

As caras dos jogadores eram, e isto é verdade, caras mágicas. As caras dos jogadores transmitiam e irradiavam uma alegria fora do comum.

E ali estávamos nós, as seis pessoas das associações de estudantes das secundárias de Torres Vedras a olhar para aquela mágica cena, com as caras espantadas, porque não se vê disto na nossa região...

... só mesmo na margem sul.

Há muito tempo que não tinha um dia que me marcasse tanto, tanto no ENAEESB como nesta mágica e única cena.

Nunca mais esquecerei este momento espectacular.

A margem sul.

 

Pelo que te é dado a ler neste simples e pessimamente mal escrito blog, parece-te algo extremamente trivial.

Mas não o é, a verdade é essa. Nunca se ve para os lados de Torres Vedras ou Lisboa, esta cenas de novos e graudos a jogarem á bola no meio da rua, NUNCA.

 

A beleza daquele momento reside na veracidade do mesmo.

 

 

Tenho pena de isto ser diferente, e não sernos nós diferentes.

música: Carvalhesa

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publicado por O-live, em 17.02.09 às 15:48link do post | favorito

Negação da vivencia

Estreitando o caminho do sentir,

Prisão à irreverência

Comercializando o direito de sorrir.

 

Assim actuam somente os convencidos,

Esses gordos e grandes proprietários,

Segundo os quais, jamais serão vencidos

Através dos seus actos temerários.

 

Todavia, o plebeu não se subsiste

Para sentir apenas o que lhe dão,

O proletário também se sabe pôr em riste

Quando decidir gritar REVOLUÇÃO

 

André Oliveira


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publicado por O-live, em 17.02.09 às 15:16link do post | favorito

A inexoravelmente cega sociedade em que vivemos procura moldar as gerações vindouras com base na mesma cegueira e obrigatoriedade com as regras definidas.

Todos os jovens de hoje são educados, qual apologia da caverna, a só sentirem aquilo que lhes dão a sentir, que lhes servem, que lhes dão a viver.

Hoje em dia, não se restringindo aos jovens, qualquer individuo que reflicta e chegue à conclusão de que algo que é actualmente certo está errado, de que algo que nunca se admitiria actualmente é uma possibilidade, de algo que nunca se pensou... esse individuo está desgraçado. Atrás do pensador relampejarão, e relampejam, os raios mortais e torturantes da censura originada pela cegueira, e a não aceitação de cura dessa doença, que restringe e condiciona a sociedade, restringindo e condicionando ainda mais o pensador.

A liberdade do pensador desta sociedade dita desenvolvida está condicionada, amputada e enjaulada, tal como também está enjaulada, amputada e condicionada a actual sociedade pelas regras ocultas definidas pelo grande sistema capitalista, que originou a actual sociedade de consumo e a cegueira da mesma.

 

A infelicidade desta afirmação reside na veracidade da mesma.

 

Hasta

 


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publicado por O-live, em 09.02.09 às 23:35link do post | favorito

"Capitães de Abril", grande filme, apesar de, obviamente, não substituir a vivencia de Abril de 74.

Neste magnifico fime, há sempre uma parte que me comove. Quando o capitão Salgueiro Maia se dirige para uma coluna da reação anti-MFA, o capitao dessa coluna de tanques anti-revolução dá a ordem de "Fogo", mas o soldado no topo do carro de combate não dispara. Passado pouco tempo, a pequena massa de tropas organizada para contra atacar o movimento das forças armadas começa a descer dos tanques e a desmontar das suas posições, caminhando num passo de apoio até ao capitão Maia. Tudo isto com a musica do nosso eterno Zeca por trás.

Comove-me.

Comove-me saber, sem duvidar que possa ter sido como o filme o caratacteriza, a mudança de posição das tropas portuguesas.

Comove-me saber que, apesar de os jovens soldados comandados pelo capitao anti-MFA terem uma familia para sustentarem e porem a sua vida em causa, prestaram o seu apoio ao movimento revolucionário.

Comove-me saber, confirmar e aumentar a minha convicção, que as ideias de liberdade são mais fortes que qualquer ordem superior fisica que possa ordenar, matar ou torturar os individuos.

Não choro por facilitade, choro por ver confirmadas as minhas convicções mais profundas.

música: Coro da Primavera - Zeca Afonso

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publicado por O-live, em 02.02.09 às 23:20link do post | favorito

Os Lusiadas - uma obra genial, em que qualquer dos atributos á qual possamos conceder são diminutos.

De entre outros planos e de mensagens subjectivas, descreve-nos o "glorioso Império de Portugal". Sem duvida que há quase 500 anos o império de Portugal era um motivo de orgulho para os portugueses, porém, espanta-me como possa haver, nos tempos que correm, pessoas que glorificam este antigo Império.

Aquele Império colonialista e explorador, que não melhorou em nada a vida dos povos indigenas que foram descobertos pelos europeus, não lhes troxe nada, á excepção, claro, de doenças e exploração dos negros de áfrica e americanos do Brazil.

Lembro-me que há alguns tempos vi um documentário sobre a guerra colonial, onde ouve um combatente portugues que, ao chegar à terra explorada ao longo dos 500 anos, deparando-se com a extrema pobreza e falta de condições humanas dos subjugados pelo poder imperialista: "Que estivemos nós aqui a fazer durante 500 anos?"

A resposta correcta seria: a explorar, a espremer cada homem e cada mulher até obter o máximo de lucro ao estado de Portugal, a fazer dos explorados nada mais que um instrumento de trabalho.

Depois de Abril, depois da independência dos países explorados desde a conquista de territórios africanos até á queda da ditadura salazarista, podemos observar e confirmar, por mais cépticos que sejam os nossos sentidos, que, por exemplo, Angola á dos paises mundiais com maior desenvolvimento nacional, apenas atrás do Quatar.

E aos que, nestes tempos, idoletram o antigo imério portugues, devemos dizer, com toda a verdade e certeza do universo: Através de um desenvolvimento Socialista, Angola cresceu em 30 anos de independência o que Portugal não conseguiu em mais de 1000 anos de colonialismo. Afinal quem é que tem de aprender com quem? Quem é, no final de contas, o glorioso?


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publicado por O-live, em 01.02.09 às 23:46link do post | favorito

Toda a massa de estudantes portugueses que têm os mesmos problemas, guardam os mesmos sentimentos, sonham todos com a mesmo melhor destino da sua educação, dos seus direitos e interesses, e contam com a solidariedade de todos os estudantes unidos e honrados de Portugal, DEVEM AGIR NO MOMENTO NECESSÁRIO EM PROL DOS SEUS INTERESSES, DIREITOS E DOS INTERESSES E DIREITOS DA SOCIEDADE.
Não podemos duvidar, nem um pouco, que nos últimos anos os alunos têm vindo a ser atacados pelos sucessivos ministérios da educação que têm passado pelos contínuos governos. Os alunos e alunas de Portugal têm assistido sem poder de acção à contínua destruição dos seus interesses, direitos e dignidade de ensino.
Segundo a Constituição Portuguesa, a Educação deverá ser PUBLICA, GRATUITA, DE QUALIDADE E DEMOCRÁTICA. As politicas que se têm vindo a aplicar, e a não aplicar, ao longo dos anos distanciam a escola de hoje em dia da escola consagrada pela Constituição Portuguesa. Desde os preços que os estudantes têm de pagar em transportes e materiais escolares, até á futura inserção da figura do Director (substituindo o concelho executivo), passando pelas más condições físicas nas escolas e dignificação profissional cada vez menor para os docentes das escolas.
Nestes tempos em que os estudantes do ensino Básico e Secundário têm de estar mais unidos que nunca; nestes tempos que avançamos com reivindicações realistas e defensoras dos nossos interesses e direitos; nestes tempos em que é imperativo identificar-nos como parte importantíssima da sociedade; nestes tempos em que temos urgentemente de criar uma mesma e única identificação, nunca abolindo a democracia entre os estudantes; nestes tempos em que os estudantes têm de começar a escrever a sua própria História, pelos seus próprios punhos, a associação de estudantes defenderá sempre os alunos e alunas.
Agora sim, o decorrer da história de sociedade portuguesa terá de contar convosco, com os estudantes da cidade e do campo, com os melhores aos piores, com os com melhor qualidade de vida aos com pior, que decidiram começar a escrever por si mesmo a sua história.
A partir do momento em que os próprios estudantes de Portugal se começarem a juntar e deixarem de subestimar a sua importância na sociedade, nada nem ninguém conseguirá travar os estudantes até eles alcançarem os seus direitos e interesses.

HASTA


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publicado por O-live, em 01.02.09 às 23:27link do post | favorito

A ideia original da Democracia dá poder ao povo, aos maioritários.

Porém, a Democracia que vivemos nos dias de hoje em Portugal não passa de uma farsa. O único poder que temos, nós, cidadãos, é, segundo a esfera politica (segundo todos grandes politicos do bloco central e de direita), podermos tirar um governo do poder e pôr outro que possamos vir a gostar. Nada mais é de nosso poder, segundo a esfera politica.

Gloriosos eram os tempos do PREC, em que ser-se cidadão de uma democracia era mais do que colocar apenas um voto numa urna: era unir todos os trabalhadores operários da fábrica e do campo, sulcando novas reinvindicações, era ajudar os nossos vizinhos, era manifestar-nos pelas nossos ideais, direitos e interesses, presos durante tantos anos na ditadura!

Não haja duvida que 25 de Abril foi um dos mais importantes marcos e uma das maiores conquistas do nosso povo Portugues. Porém a sociedade Portuguesa caiu numa armadilha do sistema social a que se decidiu, sem saber, submeter-se, caiu na armadilha do capitalismo, cai no conformismo. Hoje em dia, já o povo não é ouvido e respeitado pelos politicos como o era após 1974, já perdeu a sua identidade e já perdeu a memória ao ideal de um verdadeiro cidadão.

A democracia em que vivemos é uma democracia amputada e condicionada.

No fundo, todos sabemos quem nos governa, e quem nos governa não é, infelizmente, o nosso governo, são aquelas altas esferas mundias como o FMI, a Organização de Comercio Internacional, os grandes bancos internacionais. Em nenhuma dessas entidade há a eleição livre dos povos, onde está entao a democracia?

Não podemos falar de Democracia nesta sociedade Capitalista, porque a pseudo-democracia em que vivemos é falsa e manipulada e não pode, de maneira nenhuma, ser considerada uma livre Democracia onde a vontade do povo deveria estar acima de tudo.

 

Hasta


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